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A porcelana é conhecida na China pelo nome de yao e sua origem é remota; embora as peças mais antigas de que temos noticia correspondam ao século VI d.C., e é provável que ela date do quarto milênio antes de Cristo. O equivalente europeu ao yao, portanto a autêntica porcelana, é a denominada “massa dura”, composta por uma substância argilosa chamada caulim, por outra substância feldspática conhecida como péntusé, bem como por quartzo e alabastro. Todas estas substâncias devem ser pulverizadas e misturadas com água para formar uma papa densa e leitosa que, ao ser levada ao forno e submetida à temperaturas que oscilam entre 1.250 °C e 1.350 °C, transforma-se em uma massa vítrea, dura, densa, branca , impermeável e translúcida que ressoa ao ser tocada; ou seja, naquilo que conhecemos como porcelana.
Separada do molde, a peça é levada ao forno e submetida, durante doze ou quatorze horas, a uma temperatura entre 500 °C e 900 °C. Durante este tempo, ocorre um processo de secagem, que deve ser feito com grande cuidado para evitar que a massa se quebre. Nele, a umidade e a porosidade da massa diminuem enquanto aumenta sua coesão. Depois deste primeiro processo é feita a impermeabilização ou vitrificação da peça, que consiste em cobri-la com um esmalte ou verniz, em cujos elementos – os mesmo da cerâmica tradicional – também encontra-se o quartzo, responsável por sua característica translucidez. Feito isto, a peça é novamente levada ao forno, permanecendo desta vez cerca de vinte e quatro horas a uma temperatura entre 1.400 °C e 1.500 °C.
A massa mole, foi fabricada pela primeira vez em Florença, por
volta de 1575 e com ela foram produzidas as porcelanas conhecidas como
Porcelana dos Médicis. Fazem parte de sua composição
pós de vidro, alabastro, cal, mármore, esteatita e outros
tipos de argilas locais que determinam e diferenciam os vários
centros produtores. Assim, em Capodimonte usava-se terra de Frascaldo;
em Mennecy, a chamada massa de Barbin e, nas fábricas inglesas,
cinzas de ossos queimados que dão à massa um característico
tom acinzentado. Porém, estes elementos sempre se fundem a uma
temperatura máxima de 1.100 oC e a impermeabilização
da peça é feita por uma camada de vernizes de chumbo que
nunca se misturam com a massa. Diferente da porcelana, o grés não é branco, mas apresenta tonalidades cinzas ou avermelhadas e , além disso, tampouco é translúcido ou poroso. Sua massa é feita com feldspato e argila e é queimada a uma temperatura de cerca de 1200°C, suficiente para vitrificar a pedra mas não a argila. Para impermeabilizar a peça é necessário cobri-la com um verniz feldspático.
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